PROJETO DE TAVARES INCENTIVA A ENTRADA DE JOVENS NO MERCADO

O deputado Pedro Tavares (DEM) pretende lançar, na Bahia, o Programa Educacional Jovem Trabalhador. Em projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), ele explicou que o programa tem como objetivo “desenvolver aptidões e preparar os jovens para assumir postos de trabalhos”. Com isso, ele espera aumentar a oferta de empregos para esse segmento da sociedade.
Ao justificar a criação do programa, Pedro Tavares lembrou que a população jovem é uma das mais afetadas pelo desemprego. Por isso, acredita, é necessário quebrar com os preconceitos relacionados a contratação de pessoas sem experiência e fazer com que os empregadores entendam que a juventude tem muito a contribuir. 
“O ato de contratar um jovem inexperiente é fazer um investimento para o futuro do próprio negócio, uma vez que os estudantes chegam aos locais de trabalho com uma mentalidade diversa, ávidos por trabalhar, se engajando com a equipe e sendo capaz de contribuir positivamente para oxigenar as ideias e processos da organização”, observou ele, na proposição. 
No Brasil, lembrou o deputado, as duas principais vias de ingresso no mundo do trabalho passam pelos programas de estágio e aprendizagem, que são regidos respectivamente pela chamada Nova Lei do Estágio, estabelecida em 2008, e pela Lei da Aprendizagem, estabelecida no ano 2000.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, dos 30,32 milhões de brasileiros com idade entre 16 e 24 anos, 20,23 milhões são economicamente ativos. Além disso, 24,45% dos jovens brasileiros trabalham e estudam. No entanto, 18,9% dos jovens estão desempregados. 
Para Pedro Tavares, o estágio é importante para adquirir conhecimentos práticos do que foi ensinado em sala de aula. É a forma que o jovem tem de colocar em prática o que foi adquirido na teoria. “Entendemos que, acima de tudo, ao contratar um jovem, a empresa ajuda a melhorar a qualidade de vida dos jovens e investe no desenvolvimento socioeconômico do país, cumprindo com mais uma responsabilidade social”, concluiu ele, no documento. 

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