Aras prorroga força tarefa de Curitiba até janeiro de 2021

O procurador-geral da República, Augusto Aras, prorrogou por mais quatro meses o prazo para o funcionamento da força-tarefa da Lava Jato de Curitiba. O prazo, que agora vence no dia 31 de janeiro do ano que vem, é menor do que o grupo havia pedido, de um ano a mais.

Atualmente, há 14 procuradores cedidos para trabalhar nos processos relacionados à operação. Desde a semana passada eles atuam sob a coordenação do procurador Alessandro Fernandes de Oliveira, que substituiu Deltan Dallagnol. O prazo para a permanência da equipe esgotaria hoje. A decisão da PGR também mantém o regime de dedicação exclusiva de 11 dos 14 integrantes, a pedido da força-tarefa.

A autorização por prazo mais curto do que o solicitado foi a opção adotada pelo procurador-geral sob o argumento de que, até o fim de janeiro, deve ser definido no Conselho Superior do Ministério Público Federal um novo modelo que substitua as atuais forças-tarefa, com mais estabilidade.

O novo coordenador da Lava Jato concordou com o novo prazo. “A manutenção da equipe e prorrogação maior que 60 dias, como ocorreu em outra força-tarefa, foi muito positiva”, disse Oliveira. Em conversas reservadas, procuradores dizem que “ficou de bom tamanho”. O tempo seria o suficiente para continuar os trabalhos e para os órgãos de cúpula buscarem uma estrutura de transição que permita que o trabalho da Lava Jato tenha continuidade.

A decisão foi tomada em meio a uma queda de braço com a força-tarefa paranaense. O procurador-geral é crítico do modelo de forças-tarefa e defende o que chama de “correção de rumos” na operação. Nos bastidores, porém, a ofensiva de Aras é tratada por procuradores como uma tentativa de enfraquecer as investigações e favorecer a classe política.

Segundo a PGR, a prorrogação por quatro meses foi tomada para que o procurador natural tenha “protagonismo na atual decisão quanto aos quadros e ao tempo da atuação conjunta” e se familiarize com os membros que o auxiliam.

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