Grupo do democrata ainda resiste ao nome de Ciro

Apesar do rumor de que o ex-prefeito soteropolitano ACM Neto (DEM) fará uma dobradinha com o pré-candidato presidencial Ciro Gomes (PDT) na eleição do próximo ano, o grupo político que o democrata faz parte ainda tem apresentado resistência ao nome do pedetista.  

Há duas semanas, Neto e os líderes políticos Roberto Freire (Cidadania), José Luiz Penna (PV), Herculano Passos (MDB), Áureo Ribeiro (Solidariedade), Renata Abreu (Podemos) e Mendonça Filho (DEM) se reuniram e encerram o encontro com o pré-compromisso sobre a necessidade de uma terceira via no pleito contra os “extremos”, mas o nome ainda não foi definido. 

Segundo disseram interlocutores do ex-prefeito à Tribuna, Neto tem dito que apoiaria “qualquer” nome que “ganhe musculatura e tenha condições de agregar uma boa quantidade de partidos”, com exceção de Lula (PT), o presidente Jair Bolsonaro, e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Sem um nome de consenso do centro político, Neto tem afirmado ainda que, por enquanto, vai trabalhar o nome do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), para disputar o Palácio do Planalto. 

Em conversas reservadas, ACM Neto tem dito a aliados ainda que, no quadro de hoje, Ciro Gomes é o nome com mais musculatura política. No entanto, “ainda há resistência” no grupo político ao pedetista. Na Bahia, os aliados de ACM Neto também têm mostrado desconforto em apoiar o ex-ministro.  

No bastidor, um deputado estadual ligado ao democrata disse que “seria foda” trabalhar para eleição de Ciro Gomes. Um parlamentar tucano chegou a desdenhar da hipótese de uma dobradinha Neto-Ciro. A base do democrata, porém, concorda com o ex-prefeito de que uma parceria política com Bolsonaro é inviável, por causa da impopularidade do presidente na Bahia.  

Um levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado em maio deste ano mostrou que a dobradinha ACM Neto-Ciro Gomes teria hoje 38% das intenções de votos. Em seguida, aparece a parceria Jaques Wagner-Lula com 33,6% das intenções. Já a dobradinha entre o ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), e Bolsonaro teria 15,2%.

Por Rodrigo Daniel Silva

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