Saiba quem pode se vacinar contra H1N1 no SUS; rede privada tem vacina por R$ 90

Entre janeiro e abril deste ano, o número de pessoas mortas na Bahia pela gripe H1N1 já chega a 12, segundo a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Nesta segunda-feira (23), segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é iniciada a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. A estratégia segue até 1º de junho deste ano, nos 126 postos da rede básica do município.

Grupo prioritário

Pessoas a partir de seis meses podem ser imunizadas, contudo, a vacinação na rede pública é voltada para idosos (a partir de 60 anos), crianças (de 6 meses a menores de 5 anos), gestantes, puérperas (mulheres que ganharam bebê nos últimos 45 dias), trabalhadores de saúde do serviço público e privado, jovens de 12 a 21 anos de sob medidas socioeducativas, professores, portadores de doenças crônicas e a população carcerária que reside em Salvador. A SMS espera que ao menos 90% das mais de 690 mil pessoas do público alvo sejam atingidas.

Quem não pode tomar a vacina?

Pessoas com alergia grave à vacina devem evitar o imunizante. Um fato importante é que, atualmente, a vacina da gripe não é mais contraindicada para quem tem alergia a ovo.

Vacina no SUS é trivalente

A vacina disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) este ano será trivalente, ou seja, protege a população contra os sorotipos H1N1, H3N2 e a influenza do tipo B Yamagata, explica a SMS. A Organização Mundial da Saúde (OMS) é a responsável por produzir a composição da vacina e segue uma série de análise de informações enviadas por centros de vigilâncias de todo o mundo. “Nesse estudo, são verificados os subtipos virais que estão circulando para garantir a proteção mais eficaz da população prioritária”, explica Doiane Lemos, subcoordenadora de Controle de Doenças Imunopreveníveis de Salvador.

Gripe comum e H1N1: qual a diferença?

A confusão entre a gripe comum e a H1N1 pode acontecer entre a população, isto porque os sintomas iniciais são semelhantes. O vírus influenza foi divido em três categorias: A, B, C. A última, mais comum, não traz impacto na saúde pública e por se tratar apenas de infecção respiratória branda não está relacionada com epidemias.

Os vírus influenza A e B, por sua vez, são responsáveis por epidemias sazonais. Entre eles é possível encontra os subtipos H1N1 e H3N2, que geralmente circula em humanos. Este tipo de vírus pode causar pandemias, a exemplo da H1N1 em 2009 no Brasil, em que ao menos duas mil pessoas morreram.

Sintomas

A H1N1 pode ser transmitida por meio de tosse e espirro. Quando infectado, o paciente costuma sentir calafrios, mal-estar, cefaleia, mialgia, dor de garganta, artralgia, prostração, rinorreia e tosse seca. Algumas pessoas ainda podem apresentar sintomas como diarreia, vômito, fadiga, rouquidão, hiperemia conjuntival. Nem todos os doentes podem ter febre.

É possível ter H1N1 após a vacina?

Não. A vacina da gripe é feito com vírus morto, inativado. Ou seja, não há a possibilidade dele atacar o organismo. O que normalmente acontece é que, como a vacina da gripe é aplicada durante o outono e inverno — período de maior circulação do vírus causador — é também comum que outros tipos de vírus, que não os que constam na vacina, causem a doença. A informação é da OMS.

Quantas doses preciso tomar?

É recomendada uma ao ano porque as cepas do vírus mudam. Crianças de seis meses a nove anos que estão recebendo a vacina pela primeira vez devem tomar uma segunda dose, com intervalo de 30 dias entre elas.

Quando começa a fazer efeito?

Ela demora de duas a três semanas para fazer efeito e é útil por seis a 12 meses, uma “temporada” do vírus —sendo que o pico máximo de anticorpos ocorre de quatro a seis semanas depois da vacinação.

Posso tomar as vacinas da gripe e da febre amarela no mesmo dia?

Sim.

Se eu tomar a vacina enquanto estiver grávida o bebê também fica protegido?

Sim, a vacinação durante a gravidez protege a gestante, o feto e o bebê recém-nascido até os seis meses.

Particular

Embora a rede pública tenha divulgado que, ao menos inicialmente, irá atender apenas o grupo de risco, qualquer pessoa acima de seis meses  e sem limite de idade máxima pode receber a vacina. Na rede particular em Salvador, por exemplo, cada dose da vacina gira em torno de R$ 90 e R$ 130. Geralmente a vacina é quadrivalente, ou seja, protege contra quatro tipos de vírus da influenza, mas a indicação das clínicas é que o paciente se certifique antes de receber a imunização. Em alguns laboratórios é possível, inclusive, parcelar o valor.

A dose única geralmente é suficiente para a imunização, no entanto, no caso de crianças menores de nove anos que nunca receberam a vacina, a dose dupla é indicada. Para receber a vacina, o paciente precisa levar um documento de identificação com foto, além do cartão de vacinação. Caso a pessoa tenha alergia a ovo, é preciso apresentar uma orientação médica por escrito.

Confira alguns dos valores

Leme – R$ 90 para a trivalente, sem possibilidade de parcelamento ou R$ 120 para a quadrivalente, podendo ser parcelada em até 2x;

Sabin – R$ 100 para crianças entre seis meses a dois anos e R$ 120 para maiores de dois anos, para parcelar é preciso que as parcelas sejam acima de R$ 70

Labchecap – R$ 120, podendo ser parcelado em até 2x;

LPC – R$ 130, podendo ser parcelado em até 4x.

Após o fim da campanha, em 1º de junho, outras pessoas poderão tomar a vacina?

Talvez. O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse que, “se houver sobra, o Ministério irá, junto aos estados, definir outro público para se vacinar”.

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