Evento Tamboretes Culturais leva teatro à Praça da Prefeitura de Irecê

 

A primeira edição dos Tamboretes Culturais lotou a Praça da Prefeitura, no Centro de Irecê. O evento, promovido pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer da cidade, contou com um bate-papo sobre cultura, com participação de formadores de opinião, artistas, agentes culturais e a população. Ao final, o público conferiu o espetáculo ‘De Chapéu e Coração’, do Grupo Tuia, de Minas Gerais, e que reside em São Paulo.

“A nossa responsabilidade é o resgate da cultura em Irecê e não há nada mais simbólico do que começar aqui nessa praça”, afirmou o subsecretário da pasta, Sólon Barretto. “Esse é o primeiro evento da Secretaria, e nós queremos não só a presença, mas também o retorno do povo para discutirmos juntos a cultura local”.

O debate sobre cultura contou com a participação dos professores Soraya Dourado, Sandro Gomes e Felipe Barreto, do artista plástico Galvão Junior, do músico William Lima, do cientista político Rodolfo Carneiro, do músico e produtor cultural Cesar Damásio, além de Marcelo Duarte, que representou o público.

Entusiasta da cultura, o prefeito de Irecê, Elmo Vaz, também contribuiu com seu relato. “Quando jovem, passando férias em Juazeiro, conheci o movimento cultural Chá das Cinco. A experiência me entusiasmou tanto, que juntamos um grupo de amigos e fundamos o grupo Nascerarte, responsável pela 1ª Semana de Arte e Cultura de Irecê”, explicou o gestor municipal. Para ele, a iniciativa é só o começo de um novo momento: ”Queremos levar ações como essa para mais lugares da cidade. Democratizar e difundir a cultura em Irecê”.

Após o bate-papo, o público assistiu ao espetáculo ‘De Chapéu e Coração’. Nele, os artistas mineiros interpretam e cantam histórias de domínio público, narradas em cordel. A plateia (que lotou a praça) interagiu com o grupo, deu risada e cantou, animada, feliz com a iniciativa.

De acordo com a subsecretaria de Educação municipal, Jussara Sena, o evento fortaleceu a articulação de políticas publicas com a participação mais direta das próprias comunidades Quilombolas, além da celebração do Novembro Negro no território. “Além disso, tratamos ainda de outras questões importantes como gênero, etnia e igualdade racial”.

Representando as comunidades presentes, a quilombolas Marilza Gomes afirmou que o projeto tem como um dos principais saldos positivos a integração do segmento. “Nosso Território de Identidade possui o maior número de comunidades remanescentes de quilombo da Bahia, necessitando de um olhar especial por parte dos poderes públicos. Vamos aproveitar este espaço, inclusive, para debater a reativação do nosso conselho representativo”, informou. Ela avaliou positivamente a relação institucional e os diálogos estabelecidos com a Sepromi.

Liderança e ativista social da região, Mário Augusto Jacó, afirmou que as ações em curso têm promovido o fortalecimento identitário dos quilombos. “Aos poucos vamos contribuindo para que o povo construa sua própria história. Precisamos atender a demanda, cada vez mais crescente, de um povo que não é mais invisível. Assim vamos potencializando a sua caminhada” disse.

A secretária da Sepromi, Fabya Reis, afirmou que a política de editais permanentes da pasta tem como um dos principais objetivos a interiorização de políticas públicas de caráter afirmativo. Ressaltou, ainda, que o governo estadual tem trabalhado para dar celeridade às demandas ligadas às questões da garantia do território para as comunidades tradicionais. “Um dos maiores desafios da gestão, na articulação com o Governo Federal, é acelerar a regularização fundiária. Sem o território não é possível alcançar o desenvolvimento, pois é nele que está a água, os animais, a vegetação, além da reprodução da nossa cultura e o jeito de ser tradicional”, destacou.

Ela lembrou ainda das instâncias de diálogo e atuação do governo nas pautas que dizem respeito aos segmentos tradicionais, a exemplo da Comissão Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (Cespsct), o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), além Rede e do Centro de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa. Sob coordenação da Sepromi também está o Fórum de Gestores Municipais de Promoção da Igualdade Racial, espaço de parceria e troca de experiências com as administrações locais. Além de Irecê, integram o Fórum os municípios de João Dourado, São Gabriel, Ibititá, Ibipeba, Presidente Dutra e Canarana. O evento em Irecê contou, ainda, com a participação do coordenador executivo de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais da Sepromi, Cláudio Rodrigues.
[00:21, 17/1/2017] Cristina Vilarine: Se possível colocA no site Cris
[00:21, 17/1/2017] +55 75 8302-4010: agora mesmo patroa
[00:22, 17/1/2017] +55 75 8302-4010: aqui vc manda
[00:22, 17/1/2017] +55 75 8302-4010: não pedi
[00:23, 17/1/2017] Cristina Vilarine: Kkk
[00:25, 17/1/2017] Cristina Vilarine: Evento Tamboretes Culturais leva teatro à Praça da Prefeitura de Irecê

A primeira edição dos Tamboretes Culturais lotou a Praça da Prefeitura, no Centro de Irecê. O evento, promovido pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer da cidade, contou com um bate-papo sobre cultura, com participação de formadores de opinião, artistas, agentes culturais e a população. Ao final, o público conferiu o espetáculo ‘De Chapéu e Coração’, do Grupo Tuia, de Minas Gerais, e que reside em São Paulo.

“A nossa responsabilidade é o resgate da cultura em Irecê e não há nada mais simbólico do que começar aqui nessa praça”, afirmou o subsecretário da pasta, Sólon Barretto. “Esse é o primeiro evento da Secretaria, e nós queremos não só a presença, mas também o retorno do povo para discutirmos juntos a cultura local”.

O debate sobre cultura contou com a participação dos professores Soraya Dourado, Sandro Gomes e Felipe Barreto, do artista plástico Galvão Junior, do músico William Lima, do cientista político Rodolfo Carneiro, do músico e produtor cultural Cesar Damásio, além de Marcelo Duarte, que representou o público.

Entusiasta da cultura, o prefeito de Irecê, Elmo Vaz, também contribuiu com seu relato. “Quando jovem, passando férias em Juazeiro, conheci o movimento cultural Chá das Cinco. A experiência me entusiasmou tanto, que juntamos um grupo de amigos e fundamos o grupo Nascerarte, responsável pela 1ª Semana de Arte e Cultura de Irecê”, explicou o gestor municipal. Para ele, a iniciativa é só o começo de um novo momento: ”Queremos levar ações como essa para mais lugares da cidade. Democratizar e difundir a cultura em Irecê”.

Após o bate-papo, o público assistiu ao espetáculo ‘De Chapéu e Coração’. Nele, os artistas mineiros interpretam e cantam histórias de domínio público, narradas em cordel. A plateia (que lotou a praça) interagiu com o grupo, deu risada e cantou, animada, feliz com a iniciativa.

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