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Vereadores acusam prefeita de desviar verbas da educação

documento-nova-redençãoA prefeita Ana Guadalupe (PSD) é acusada por vereadores da cidade de Nova Redenção, na Chapada Diamantina, de desviar aproximadamente R$ 409 mil reais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Em denúncia, os vereadores petistas Ariston Teles, a Professora Márcia (PT) e Wherbiston dos Anjos (PP), conhecido como ‘Tom da Topique’, denunciaram a Prefeitura de Nova Redenção que, segundo eles, contratou a Cooperativa dos Profissionais de Transportes Alternativos e Especiais do Estado da Bahia (Transcops) para transportar quatro estudantes para a cidade de Itaberaba.

Os vereadores alegam que o contrato da administração municipal com a associação tinha valores entre R$ 15 mil e R$ 30 mil mensais para transportar os estudantes. Mas, segundo o próprio dono da cooperação, Florisvaldo Sá Teles, em declaração assinada, o acordo com a prefeitura previa tão-somente R$ 1.600 pelo serviço.“É uma gestão caótica. Não sabemos para onde esse dinheiro desviado está indo”, afirmou o vereador Ariston Teles. “É um dinheiro que poderia ser aplicado para melhorar a educação na cidade”, acrescentou.

A Professora Márcia afirmou que o “povo está sangrando com esse superfaturamento”. O desvio de verbas da educação, no entanto, não termina aí, segundo os legisladores. A Prefeitura de Nova Redenção, dizem os vereadores, aluga um ônibus da própria administração, doado pelo governo federal, para transportar 22 estudantes para a Escola Família Agrícola de Andaraí. Segundo os legisladores, a prefeitura diz pagar em média R$ 10 mil para a associação. “Como pode eles (a prefeita) alugar o próprio ônibus”, questionou o vereador Wherbiston dos Anjos.

 

Desvio com a merenda escolar

Os vereadores afirmam também que a prefeitura contratou a Associação dos Produtores Rurais de Nova Redenção, em dezembro de 2014, para fornecer alimentos que seriam destinados a merenda escolar no município. Entre os produtos, estão abacaxi e maçã. “Não é da nossa cultura a produção destas frutas. Lá nem produz isso”, pontuou a vereadora Professora Márcia.

O contrato prevê que a prefeitura pague R$ 28,370,00 a associação. “As aulas terminam em 30 de novembro em Nova Redenção. Não tem porquê comprar em dezembro”, ressaltou o vereador Ariston Teles. Os legisladores já apresentaram a denúncia ao Ministério Público Federal (MPF), à Polícia Federal e ao Tribunal de Contas do Município (TCM).

Versão da prefeitura

Procurada, a secretária municipal de Educação, Daniela Bahia, disse que não poderia se manifestar sem os documentos. Mas, ressaltou que a “prefeitura não paga por nenhum serviço que não seja prestado”. Sobre o contrato com associação para fornecer merenda, a secretária diz que, pelo edital, os produtores podem buscar as frutas em cidades próximas.

Informações do site:bahia no ar

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