Sob risco de esvaziamento, PDT aguarda acerto com ACM Neto

Félix Mendonça Júnior admitiu oficialmente ontem pela primeira vez que está negociando para que o PDT integre a chapa majoritária do DEM

O presidente do PDT da Bahia, deputado federal Félix Mendonça Júnior, admitiu oficialmente ontem pela primeira vez que está negociando para que o PDT integre a chapa majoritária do DEM ao Governo do Estado em 2022. Em nota, o parlamentar afirmou que fica honrado em ter o nome lembrado pela Executiva nacional do partido para compor a chapa do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (DEM). Ele frisou, no entanto, que ainda não há convite oficial. 

“O PDT nacional tem conversado bastante com ACM Neto em torno de um eventual apoio do ex-prefeito a nosso candidato à Presidência, Ciro Gomes, bem como para tentar construir uma aliança na Bahia. Fico feliz e honrado de ter meu nome lembrado como possível representante do PDT numa eventual chapa de Neto, mas ainda não houve convite e não há nada confirmado. Por isso, por enquanto, sigo candidato a deputado federal de novo”, comentou Felix. 

Em entrevista ao?colunista Guilherme Amado, do portal Metrópoles, de Brasília, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que as negociações para apoiar a candidatura de ACM Neto (DEM) depende só de decidir se o partido ficará com a vaga de vice-governador ou se indicará o senador na chapa. Lupi disse que o favorito para ocupar a vice ou a vaga de senador é Félix. “A negociação está bem avançada. Não posso dizer que está selada porque você sabe como é a política…”, declarou Lupi. 

O presidente nacional do PDT disse que as conversas caminham para que o presidenciável pedetista Ciro Gomes declare apoio a ACM Neto na Bahia, enquanto o presidente do DEM declararia voto no pedetista na disputa pela Presidência. “Mas ainda não está fechado”, ressaltou Lupi. A articulação é resultado de inúmeras conversas entre Neto e Ciro nos últimos meses. 

Deputados do PDT da Bahia defendem, contudo, a permanência na base do governador Rui Costa (PT).? A versão que circula nos bastidores é que o movimento de rompimento é apenas encabeçado pelo presidente estadual.? O deputado federal Alex Santana e os estaduais Roberto Carlos, Samuel Júnior e Euclides Fernandes são uníssonos ao defenderem continuar com o Palácio de Ondina e podem mudar de legenda. 

CONSEQUÊNCIAS -? A ex-presidente da Junta Comercial da Bahia (Juceb), Andréa Mendonça, enviou uma carta aos colaboradores após ser exonerada do cargo por decisão do governador Rui Costa. No documento, ela diz que deixa “muitos projetos em andamento, não concluídos ainda por conta das limitações impostas pela pandemia” e que espera “sinceramente que o caminho que segue seja o do avanço, e não do retrocesso”. 

“Modernizamos a Juceb e seus processos internos e externos. Firmamos parcerias. Inovamos e, por isso, fomos copiados por outros órgãos do governo da Bahia e até de fora do Estado. Hoje, somos um exemplo de como se pode fazer, mesmo com poucos recursos, uma gestão pública de qualidade e focada em quem de fato interessa: a população. Já se foi o tempo em que, para se abrir uma empresa na Bahia com rapidez e eficiência, era preciso pedir favor político, e isso nos deixa muito orgulhosos”, diz, em um dos trechos. 

“Um agradecimento também ao vice-governador João Leão e ao governador Rui Costa, que confiaram no trabalho que desempenhamos até aqui, reconhecido por eles em diversas oportunidades. Deixamos muitos projetos em andamento, não concluídos ainda por conta das limitações impostas pela pandemia, e espero sinceramente que o caminho que segue seja o do avanço, e não do retrocesso”, pede. 

A saída de Andrea acontece em meio ao rompimento do irmão dela, o deputado federal Félix Júnior, com o Palácio de Ondina. A vice-presidente, Paula Assis Miranda Ribeiro, vai responder cumulativamente pelo expediente no órgão.

TRIBUNA DA BAHIA- Henrique Brinco 

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