Nesta sexta-feira (13), o presidente da Fifa, Gianni Infantino, concedeu entrevista, no Estádio Lujniki, em Moscou. Ele aproveitou a oportunidade para fazer um balanço da Copa do Mundo de 2018.  Ele afirmou que o Mundial realizado na Rússia foi o maior da história.

“Foi uma Copa inacreditável. Há alguns anos eu dizia que esta seria a melhor Copa de todas, agora posso dizer com mais convicção. Esta é a melhor Copa de todas. Quero agradecer todos os envolvidos na participação. Obrigado às pessoas da Rússia, obrigado ao país. Obrigado ao governo, ao presidente Putin, ao COL, a todos os envolvidos que fizeram desta a melhor Copa”, declarou Gianni Infantino.

A Fifa divulgou que os estádios da Copa tiveram uma media de 98% de ocupação, com mais de 1 bilhão de estrangeiros viajando, uma audiência de 3 bilhões de espectadores no mundo, 11 bilhões de visualizações nas redes sociais e outros 7 milhões de pessoas estiveram presentes nas Fan Fests instaladas nas doze cidades que sediaram os jogos do Mundial.

“A Rússia mudou. Se tornou um país de futebol, um país onde futebol não é apenas Copa, e sim entrou no DNA do país. Esta Copa mudou a percepção do mundo em relação à Rússia. Todos que estiveram aqui e todos que vieram descobriram um país bonito e acolhedor, pessoas que querem mostrar ao mundo que às vezes o que é dito não é o que acontece aqui”, acrescentou Infantino.

Já foram realizadas 62 partidas nesse Mundial. Faltam ser disputadas a decisão do terceiro lugar, entre Inglaterra e Bélgica, neste sábado (14), às 11h (de Brasília), e a grande final, entre França e Croácia, marcada para domingo (15), às 12h (de Brasília).

O dirigente também se posicionou sobre o desempenho do VAR (árbitro em vídeo, na sigla em inglês), que foi utilizado pela primeira vez em uma Copa do Mundo.

“Eu estou feliz que seja apenas a última pergunta da entrevista sobre o VAR, pois mostra que está sendo aceito e funcionando. Nós iniciamos o teste há dois anos. Para ser honesto, eu era cético, mas se não testássemos não saberíamos se poderia ser bom ou não. Os resultados são extremamente claros e positivos”, afirmou o presidente da Fifa.

A Fifa comunicou que foram revisados cerca de 440 lances, sendo 19 revisões durante as 62 partidas. Ao todo, foram 16 decisões alteradas de erradas para certas. E 99,32% de decisões estavam certas.

“Não é 100%, mas é um grande número. Futebol é esporte de contato, e nem todo contato é falta”, disse Infantino.

A Seleção Brasileira teve um lance anulado pelo VAR. Foi um pênalti marcado em Neymar, contra a Costa Rica, que depois foi anulado pela arbitragem depois de consulta ao árbitro de vídeo. O time brasileiro também reclamou de falta em Miranda no gol de Zuber, logo na estreia contra a Suíça, mas o lance foi considerado normal pelos juízes.

“O VAR dá a possibilidade de checar duas vezes. Nas decisões claras não há interpretação. O gol em impedimento está finalizado. Não veremos mais um gol marcado em impedimento na era do VAR. Ou você está impedido ou não. As decisões são mais claras. Tivemos zero cartões vermelhos por violência. Agora todos sabem que o que você fizer, uma câmera vai pegar. Foi uma competição muito mais justa graças ao VAR”, finalizou o presidente da Fifa.

COMPARTILHAR