Com Neto e Ciro Gomes, evento debate problemas provocados pela seca

O encontro ocorreu no auditório do Hotel Fiesta e, além de ACM Neto, contou com a presença dos ex-governadores Ciro Gomes, do Ceará, e Paulo Souto, da Bahia

Por Mateus Soares TRBN

Os impactos da seca no semiárido baiano estiveram no centro do debate do seminário SOS Bahia – Caminhos para Desenvolver e Transformar a Realidade do Semiárido Baiano, realizado em Irecê. O evento, promovido pela Fundação Índigo, que é presidida por ACM Neto (União Brasil) reuniu lideranças políticas, representantes da sociedade civil e moradores da região para discutir alternativas diante de um cenário que atinge pelo menos 65 municípios e afeta diretamente cerca de 2 milhões de pessoas no estado.O encontro ocorreu no auditório do Hotel Fiesta e, além de ACM Neto, contou com a presença dos ex-governadores Ciro Gomes, do Ceará, e Paulo Souto, da Bahia, além do presidente do diretório estadual do União Brasil, Paulo Azi. Também participaram deputados estaduais, vereadores, agricultores, comerciantes e lideranças locais de Irecê e de cidades vizinhas.

Durante sua fala, ACM Neto criticou a condução das políticas públicas voltadas ao semiárido nos últimos anos e apontou a ausência de investimentos estruturantes em segurança hídrica. “O PT virou as costas para algo que toca no coração das pessoas mais pobres da Bahia, que vivem no semiárido. Quando a gente olha, em 20 de governos do PT não houve o início e a conclusão de uma grande obra para reforçar a segurança hídrica em todo o semiárido. Não há sequer uma barragem que tenha começado e acabado dentro do semiárido, território que ocupa 85% da área do nosso Estado e onde vive metade da população”, disse.

Neto também destacou os efeitos cotidianos da escassez de água sobre a população e a produção rural: “Falta água para o abastecimento humano, falta água para garantir a vida dos animais, falta água para a produção de alimentos. O pequeno produtor foi esquecido pelo PT: não existe apoio técnico, não existem linhas de crédito, não existe acesso à água. Resultado: a seca tem efeito cascata porque compromete a economia e isso impacta na arrecadação das pessoas”.

Convidado a participar do seminário, Ciro Gomes, que já comandou o Ministério da Integração Nacional, afirmou que o problema da seca segue sendo negligenciado pelo poder público. “O governo não dá a devida atenção ao que acontece no semiárido. Falta ao Brasil um projeto estratégico que enfrente o problema do semiárido, que é o endereço da miséria e da pobreza mais sofridas do país. Você tem muita miséria na periferia das grandes cidades, no fundão da Amazônia, mas o polo mais hostil de expulsão de pessoas pela migração é o semiárido do Nordeste. E o nosso semiárido nordestino é, de todos os semiáridos do mundo, o que tem a melhor condição de resolver o seu problema”, afirmou.

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