Bahia tem mais de hum milhão querendo limpar o nome sujo

A Bahia tem mais de um milhão de pessoas querendo limpar o nome sujo no SPC/Serasa. Esse dado coloca o Estado em terceiro lugar no país, no ranking dos inadimplentes e expõe uma triste realidade financeira, desde o dia 27 de fevereiro, quando a Serasa Experian lançou um mutirão nacional para atrair os consumidores com dívidas atrasadas e/ou negativadas a renegociar seus débitos, em condições especiais, através computador, tablet ou celular ou pelo aplicativo do Serasa Consumidor.

No Feirão Limpa Nome do Serasa Consumidor realizado, na versão online, em novembro de 2019, foram mais de 4 milhões de acordos realizados, resultando em mais de R$5 bilhões em descontos concedidos. Segundo o gerente do Serasa Consumidor, em Salvador, Felipe Bela, a inadimplência no País ainda é muito alta. “Existem 61 milhões de pessoas vivendo nesta situação com quatro ou cinco dividas pendentes, atingindo valores em torno de R$4 mil”.

O Feirão Serasa Limpa Nome termina no próximo dia 31 e permite a renegociação diretamente com os credores e de qualquer lugar, com comodidade, segurança e de forma gratuita. Todas as empresas parceiras do evento oferecem oportunidades exclusivas, prazos de pagamentos diferenciados, além de descontos para a quitação das contas em atraso. “São condições especiais, que começam em 5% e pode até chegar a 98% de desconto”, anuncia Felipe Bela, a partir da Sala A, localizada no térreo do Edifício Capemi, onde recebeu a reportagem da Tribuna da Bahia.

EQUALIZAÇÃO

“Nossa missão é equalizar a situação financeira das pessoas e dar oportunidade para esse brasileiro voltar a ter crédito no mercado e conseguir realizar seus sonhos. Mas, é bom deixar claro o seguinte para todos que estão nesta situação: a plataforma de negociação de divida está disponível o ano inteiro. A grande novidade, é que nesse período de Feirão, as empresas costumam dar descontos ainda maiores para que a negociação se realize entre as partes “, explica o gerente local da Serasa Experian.

Felipe Bela diz, ainda, que o consumidor que vai à loja ou acessa a plataforma tendo tudo planejado de como pretende fazer a negociação das dividas, ele fica mais próximo de fechar o acordo, pois sabe quanto poderá dispor do orçamento familiar para realizar os pagamentos das futuras prestações. “A negociação depende do perfil da divida, do tempo do debito e, especialmente, do valor. Mas, a partir da quitação da primeira parcela – após o crédito cair na conta da empresa -, o nome do consumidor sai de imediato da lista de restrição em, no máximo, cinco dias úteis”.

Todavia, existe uma outra orientação que não pode deixar de ser dada aos que aceitam negociar as dívidas.“Se, durante o acordo, o consumidor não conseguir arcar com os pagamentos das parcelas, a divida retorna à lista restritiva. Por isso, nesse Feirão se você tem condições de pagar o débito à vista, não pense duas vez: pague! Pois, o desconto, geralmente, é bem maior”, garante Felipe Bela, que ainda aconselha: “Se não puder negociar todas as dívidas, escolha uma, que possa honrar e, tão logo termine essa, negocie as demais mais adiante”.

INADIMPLÊNCIA

Conforme estudo desenvolvido pela Serasa Experian, em dezembro de 2019, o número de consumidores inadimplentes no país chegou a 63.3 milhões, 1.5% a mais do que em dezembro de 2018, quando eram 62,4 milhões. O montante alcançado pelas dívidas até dezembro de 2019 foi de R$ 256 bilhões, com o valor médio de R$ 4.043,00.A maior concentração dos negativados tem entre 26 e 40 anos (37% do total). Em segundo lugar no ranking de participação entre os inadimplentes estão as pessoas entre 41 e 60 anos, que correspondem por 34,2% do total.

Nas questões de gênero, a inadimplência está dividida praticamente por igual: são 48,3% dos homens e 46,6% mulheres. A maioria das dívidas foi contraída junto aos setores bancários e de cartão de crédito, totalizando 27,8% do total. O setor de contas básicas, como energia elétrica, água e gás respondeu por 20,4% do total de débitos em atraso. O setor de varejo alcançou 12,3% do montante. Já o setor de telefonia respondeu por 11% da inadimplência.

Por região, o estudo também mostra que, em dezembro de 2019, o Sudeste, com 45,5% do total, liderava seguido pelo Nordeste, com 24,4%. O Sul ficou em terceiro, com 12,8% dos negativados e a região Norte registrou 9,3%, seguido da região Centro-Oeste, com 8,2%

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