Movimentos sociais, redes e organizações populares de todo o mundo se reuniram ontem às margens do Rio Guamá
Movimentos sociais, redes e organizações populares de todo o mundo se reuniram ontem às margens do Rio Guamá, em Belém (PA), para a abertura da Cúpula dos Povos. Em uma agenda que se estende até o dia 16 de novembro, o encontro deve reunir, na Universidade Federal do Pará, milhares de pessoas com o objetivo de trazer perspectivas sociais e ambientais em encontros paralelos à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).
Ainda de manhã, embarcações navegaram pelas águas do Rio Guamá até a Baía do Guajará em verdadeiro arrastão de vozes populares por justiça climática, em um encontro de mulheres, jovens, ribeirinhos, pescadores, indígenas, quilombolas, agricultores familiares e toda a diversidade dos povos mundiais que se juntarão ao movimento. A Barqueata da Cúpula foi o primeiro ato político de uma extensa programação que se estende até o dia 16 de novembro.Na pauta, as contradições e denúncias sobre decisões globais incoerentes com as realidades dos territórios. “As águas da Amazônia estão trazendo as vozes que o mundo precisa ouvir: as de quem defende a vida, os territórios e o clima”, diz Lider Gongora, membro da Comissão Política da Cúpula dos Povos, ativista equatoriano, delegado dos Povos do Mangue e do Mar (World Forum of Fisher Peoples – WFFP).
A cerimônia de abertura oficial da Cúpula dos Povos foi às 17h no palco montado na UFPA. Ao longo da programação ocorreram debates sobre soberania alimentar, transição energética, enfrentamento ao extrativismo fóssil, governança participativa, racismo ambiental, direito à cidade e mitigação e adaptação das cidades com interseccionalidade de gênero, raça, classe e território.
Por Fabíola Sinimbú, da Agência Brasil/TRBN





